segunda-feira, 11 de março de 2013

CONJURAÇÃO BAIANA

Por Antonio Gasparetto Junior

Desde a mudança da capital de Salvador para Rio de Janeiro, a Bahia perdeu seu papel de destaque na participação histórica e política do Brasil. Os baianos sofriam cada vez mais com uma situação secundária que lhes era imposta pela coroa portuguesa, encaravam grande aumento do preço das mercadorias e produtos essenciais, gerando escassez de alimentos. Ameaçados com a situação, os habitantes da Bahia saqueavam açougues e mercearias em busca de carnes e alimentos.
conjuracao baianaDiante do quadro grave em que viviam, um grupo de intelectuais, influenciados pelo exemplo do que acontecera nas Treze Colônias Inglesas, no Haiti, e por ideologias iluministas e republicanas, começou a propagar as idéias emancipacionistas. Esses intelectuais, quase em sua totalidade, eram provenientes da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz.
O principal líder da Conjuração Baiana, também chamada Revolta dos Alfaiates, foi Cipriano Barata. O movimento se caracterizou por ser o mais amplo e democrático que existiu no Brasil colonial, junto com Cipriano estavam pessoas dos mais diversos setores sociais, com a participação inclusive de mulheres negras.
O projeto emancipacionista da Conjuração pregava uma sociedade democrática e igualitária. Defendiam a diminuição dos impostos, aproclamação da República, a abertura dos portos, o fim do preconceito e o aumento salarial. No decorrer do mês de agosto de 1798, os líderes do movimento começaram a pregar e espalhar panfletos pelas vilas e porta das igrejas. A movimentação tomava as ruas e incendiava as pessoas com as radicais propostas apresentadas contra a coroa. Não tardou muito para que a metrópole ordenasse o esmagamento da revolta, fazendo com que muitos fossem presos logo em seguida. Assim como naInconfidência Mineira, centenas de pessoas foram denunciadas por aqueles que já haviam sido detidos.
A punição da coroa portuguesa foi rígida, ordenou que alguns envolvidos fossem enforcados e esquartejados para que seus restos, espalhados pela Bahia, servissem de exemplo. Os quatro que sofreram a pena capital, no dia 8 de novembro de 1799, foram:Lucas Dantas do Amorim Torres (soldado), Manuel Faustino dos Santos Lira (aprendiz de alfaiate), Luís Gonzaga das Virgens(soldado) João de Deus Nascimento (mestre alfaiate).
Os demais envolvidos sofreram punições diferenciadas. Cipriano Barata foi preso no dia 19 de setembro de 1798, mas foi julgado, absolvido e então liberto em janeiro de 1800. Todos os outros que eram membros da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz foram também absolvidos. Enquanto os revoltosos pregavam uma sociedade mais democrática e igualitária, a coroa deixou claro através do julgamento o quanto se mantinha conservadora. Todos os punidos com pena de morte ocupavam uma posição social e econômica pouco significativa ou mesmo eram de origem racial indesejada. Já os absolvidos eram privilegiados por condições sócio-econômicas de destaque na sociedade.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuração_baiana
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/conj_baiana.html
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=257
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u8.jhtm
http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/a-conjuracao-baiana.htm
http://www.infopedia.pt/$conjuracao-baiana

Movimentos nativistas e de libertação – Inconfidência Mineira – 1789 – Vila Rica



Leitura da sentença dos inconfidentes, por Leopoldino Faria.

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.
Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.
No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

 

Causas

Neste  período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

Os Inconfidentes 



Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira
O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes (saiba mais sobre ele) era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Conseqüências

A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.

Curiosidades

  • Na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.
  • Tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.
  • A casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.
  • Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército Português seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CARNAVAL

No dia 08/02 todos os alunos da escola apresentaram temas referentes ao Carnaval. O 8º Ano apresentou o tema "CARNAVAL DE VENEZA"  e a origem das máscaras. Os alunos também fizeram suas próprias máscaras. Elas estão relacionadas abaixo:











As máscaras abaixo foram cedidas pela aluna Giulia do 9º Ano para mostrar como são exatamente as máscaras de Veneza.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

    Nosso primeiro conteúdo a ser estudado é sobre o PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS. Estamos aprendendo sobre a formação das 13 colônias americanas e o processo que fez com que ficassem descontentes com sua metrópole, que foi a Inglaterra.

COMEÇAR DE NOVO É SEMPRE MUITO BOM

        Meus queridos alunos, agora começaremos um novo ano, já estão no 8º ANO e isso é muito bom!
Gostaria de continuar com o nosso BLOG, portanto preciso que de sugestões de conteúdos para postar. Pode ser imagem ou link, o que importa que o que estiver em nosso BLOG ajude vocês a entender e gostar mais de história. BOM ANO LETIVO A TODOS!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PESSOAL DO 7º ANO

Como vocês puderam perceber pelas postagens feitas durante este ano, tivemos a oportunidade de aprender muitos temas diferentes. Tivemos uma variedade de postagens sempre pensando em  vocês. Gostaria que todos tivessem prazer em aprender história, por isso, como vocês puderam perceber, fiz isso por vocês meus queridos alunos. O blog vai continuar no ano que vem, com postagens de temas que iremos estudar e também com sugestões de vocês. Assim, desejo a todos um Natal cheio de paz e final de ano maravilhoso. Espero todos vocês em 2013. Um beijo da Prô Renata.

                



                

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CALENDÁRIO DA REVOLUÇÃO FRANCESA





No outono:
Vindimiário (vendémiaire): 22 de setembro a 21 de outubro
Brumário (brumaire): 22 de outubro a 20 de novembro
Frimário (frimaire): 21 de novembro a 20 de dezembro
No inverno:
Nivoso (nivôse): 21 de dezembro a 19 de janeiro
Pluvioso (pluviôse): 20 de janeiro a 18 de fevereiro
Ventoso (ventôse): 19 de fevereiro a 20 de março
Na primavera:
Germinal: 21 de março a 19 de abril
Floreal (floréal): 20 de abril a 19 de maio
Pradial (prairial): 20 de maio a 18 de junho
No verão:
Messidor: 19 de junho a 18 de julho
Termidor (thermidor): 19 de julho a 17 de agosto
Fructidor: 18 de agosto a 20 de setembro




Durante a Revolução Francesa foi abolido o calendário gregoriano, uma forma de simbolizar a ruptura com a ordem do Antigo Regime,e instituído um calendário revolucionário.
O calendário revolucionário vigorou de 22 de setembro de 1792 a 31 de dezembro de 1805. Napoleão Bonaparte ordenou o restabelecimento do Calendário Gregoriano, que voltaria a vigorar durante a Comuna de Paris.